sexta-feira, 15 de março de 2013

PADRE DIZ QUE FALTA AÇÃO GOVERNAMENTAL PARA PROBLEMA HÍDRICO NA REGIÃO E ENVOLVIMENTO DO POVO.

Falando ao programa Manhã Total (Rádio Pajeú), o Padre Luis Marques Ferreira, Padre Luizinho, coordenador do Conselho de Usuário da Barragem de Brotas e com ação destacada na Diocese, voltou a criticar os órgãos oficiais, principalmente os governos Federal, Estadual e Municipal pelo que classificou de omissão em relação ao problema hídrico existente no Sertão do Estado. 

Segundo ele, os governos trocam responsabilidades e são omissos no gerenciamento de reservatórios como Brotas e Rosário, no Pajeú. Em relação à Barragem de Brotas, o Padre destacou que uma vinda recente de representante da APAC não representou nenhuma novidade para o reservatório. “A APAC veio aqui e prometeu instalar medidores, mas não fez nada. Aí depois aparecem panfletários querendo mudar responsabilidades, colocando ao Conselho um papel que não é dele porque muitas vezes são ligados ao governador, ao prefeito. O que cabe ao Conselho é o que estamos fazendo”. 

O padre já esteve várias vezes no leito da Barragem
 
O padre disse também que outros órgãos oficiais também abrem mão de suas responsabilidades e as barragens acabam virando terra de ninguém. “A APAC não tem ação efetiva. Ao que parece pensa que aqui haja quem assuma o controle da situação, mas ela é que deveria fazê-lo”. Ele também falou que as prefeituras de modo geral não se envolvem com o problema. “São os Governos Federal, Estadual e Prefeituras que tem dotação e meios para cuidar do problema. Não se pode jogar responsabilidades”. 

Padre Luizinho também comentou a demora da sociedade para realizar um ato público ou manifestação cobrando saída para o problema. “Existe uma grande desmobilização social. A sociedade não se envolve como deveria nos seus problemas”. Ele concordou com a ideia do empresário tabirense Paulo Manú de realizar um grande ato pela agilidade na Adutora e se disse cético quanto ao cumprimento de prazos. “Ninguém acredite que a Adutora vai sair no período prometido porque não vai. A obra tem problemas e a burocracia atrapalha”, afirmou.
(nilljunior)

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