quinta-feira, 19 de março de 2015

Galos apreendidos em rinhas no interior viram comida de jacarés

Os 88 galos de brigas e os 22 frangos apreendidos na manhã de ontem, 17, em Arapiraca, pela Polícia Militar, foram doados a um criadouro de jacarés de Maceió, onde servirão de alimento para os répteis


O destino dos galos é o único viável, por conta das condições em que foram criados, segundo explica o médico veterinário da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Pierre Escodro.
 
Com comportamento agressivo, os galos de briga não conseguem conviver com a própria espécie. Além disso, os donos desses animais utilizam hormônios para deixar as aves mais fortes e violentas. “O que faz com elas se tornem impróprias para o consumo humano, pois o ciclo de excreção hormonal acontece em até 40 dias”, esclareceu Escodro.

jacare 

Segundo o delegado que apurou o caso, Gustavo Xavier, as aves que sobreviveram aos maus-tratos dos criadores foram encaminhadas na manhã de hoje, 18, para o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) em Maceió. “No momento da apreensão, três já estavam mortas”, disse.

Entretanto, o coronel José Carlos Duarte, do BPA, destacou à reportagem do TNH1 que geralmente é o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que recebe a carne dessas aves.

Dessa vez, porém, o destino será outro. É que o Ibama não recebe esses animais vivos. “Como não temos convênio com nenhum abatedouro, tivemos que utilizar de outros recursos”, afirmou Duarte. Os galos serão enviados para um criadouro de jacaré no bairro de Fernão Velho, na capital.

De acordo com superintendente substituto do Ibama, Mario Jorge Sarmento, as carnes de galos de brigas apreendidas são usadas para alimentar raposas, gaviões e outros carnívoros. “Os galos já chegam abatidos aqui. Como são animais domésticos, não temos como recebê-los”, explicou.
(naynneto)




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