sexta-feira, 4 de setembro de 2015

FORROZEIRO FLÁVIO LEANDRO FAZ SHOW EM LANÇAMENTO DO LIVRO DE MAGNO MARTINS

FLACIO 

Afogados da Ingazeira, minha terra natal, a 386 km do Recife, no Sertão do Pajeú, será palco do segundo lançamento do meu quinto livro Perto do Coração, editora Carpe Diem, 245 páginas, já lançado no Recife com estrondoso sucesso. A noite de autógrafos está marcada para o próximo sábado, a partir das 19 horas, na Praça Arruda Câmara, no coração da cidade.

O evento contará com uma atração especial: o cantor, músico e compositor Flávio Leandro, um dos maiores talentos da atual safra de forrozeiros. O show será gratuito, em praça pública, prometendo arrastar muita gente. Flávio Leandro mora em Bodocó e é auditor da Receita Federal, onde dá expediente todos os dias num posto na divisa entre os Estados de Pernambuco e Ceará.

Mas sua carreira artística vive, hoje, a melhor fase, com shows em todo o território nacional. Nos festejos juninos passados, Flávio Leandro foi o artista mais procurado em todas as grades montadas nas principais cidades nordestinas, inclusive Caruaru e Campina Grande. Suas músicas de sucesso são cantadas por outros forrozeiros conhecidos, como Flávio José, Santana, Petrúcio Amorim e Maciel Melo.

Afogados da Ingazeira é o lançamento mais importante de Perto do Coração. Longe da política, a obra foi inspirada na gente afogadense, na sua paisagem árida, em personagens da minha infância e adolescência ainda presentes no meu imaginário. É uma homenagem ao Sertão do Pajeú, especialmente aos meus pais Gastão e Margarida, que povoam parte das crônicas que compõem o livro.

O local do evento, a Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara, foi escolhida de propósito. Ali, quando ainda havia um coreto, lindo e iluminado, durante o dia gente pequena, como eu, brincava de peão, e à noite, gente grande, em bailes românticos, embalava sonhos. Foi ali também que assisti pela primeira vez um comício.

O coreto, entretanto, não existe mais. Ao contrário de muitas cidades interioranas, que até hoje preservam seus monumentos históricos, no final dos anos 70 um prefeito de visão tacanha não deixou um tijolo do nosso passado em pé, destruindo nosso maior patrimônio. Reformada na gestão de Totonho Valadares, a praça ganhou uma face moderna e tem até, pasmem, uma queda d`água artificial.

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