quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

‘Asteroide surpresa’ passa próximo à Terra

A possibilidade de que um asteroide potencialmente perigoso passe despercebido e se aproxime da Terra sem aviso prévio preocupa os cientistas. Recentemente, um pesquisador da Nasa declarou que a Terra não está preparada para se defender de uma colisão com um asteroide com grande potencial destrutivo. O governo americano também divulgou um documento oficial que determina uma série de estratégias para lidar com esse cenário antes, durante e após o possível impacto com objetos próximos da Terra (NEO, sigla em inglês para Near Earth Objects).

Por sorte, pesquisadores da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, criaram um simulador chamado Impact Earth! que é capaz de prever quais seriam as consequências se a rocha, identificada como o asteroide 2017 AG13, colidisse com o planeta. Apesar do objeto ter o tamanho de um prédio de dez andares e viajar a uma velocidade equivalente a 16 quilômetros por segundo, os cientistas afirmam que provavelmente o impacto não seria tão devastador quanto parece.


De acordo com os pesquisadores, se a colisão acontecesse a uma inclinação de 45 graus, o choque liberaria uma quantidade de energia dezenas de vezes maior do que a bomba atômica que explodiu em Hiroshima. 

Porém, como o asteroide estaria a uma distância 16 quilômetros em relação ao solo, os efeitos do impacto seriam bem menores. A companhia Slooh afirma que, por ter um tamanho semelhante ao asteroide que atingiu a cidade de Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, as consequências terrestres de uma possível colisão com 2017 AG3 seriam parecidas – incluindo vidros quebrados e alguns prédios danificados.

A aproximação de asteroides como esse não é um evento incomum. Segundo dados do Near Earth Program, da Nasa, outros 38 objetos passando próximos à Terra são esperados só no mês de janeiro.

Estrela a caminho da Terra

Há bastante tempo os cientistas sabem que uma estrela com metade da massa do Sol está a caminho da Terra. Batizada de Gliese 710, atualmente ela se encontra a uma distância de 64 anos-luz da Terra – um ano-luz equivale a mais de nove quadrilhões de quilômetros. A mais nova estimativa dos cientistas, divulgada em novembro de 2016 em estudo publicado no periódico Astronomy & Astrophysics, é que a estrela vermelha se aproxime da Terra em 1,35 milhão de anos – o problema é que ela não chegará sozinha.

Apesar de passar muito perto do nosso planeta em termos cósmicos – cerca de 77 dias-luz, que corresponde a uma distância de 2 trilhões de quilômetros –, até onde se sabe, a estrela não colidirá com a Terra. Porém, para alcançar nosso planeta, ela passará pela nuvem de Oort, uma grande concentração de cometas no limite do sistema solar.

Por mais distante que pareça, a colisão dessa estrela com partes da nuvem pode espalhar cometas por todo o sistema solar – e, eventualmente, alguns deles podem atingir a Terra.

Alguns cientistas ainda acreditam que um evento semelhante há milhões de anos atrás pode ter dado origem à trajetória do cometa responsável pela extinção dos dinossauros rumo ao nosso planeta.
 (msn)


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